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SEMINÁRIO NACIONAL SOBRE CONCESSÕES FLORESTAIS E EXPLORAÇÃO DE CRÉDITOS DE CARBONO NAS FLORESTAS EM ANGOLA

Governo 27-05-2026
FADA E FOOD LIFE ASSINAM PARCERIA ESTRATÉGICA PARA IMPULSIONAR PRODUÇÃO DE ARROZ NO MÓXICO

O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) e a empresa Food Life rubricaram, na passada sexta-feira, 22, na província do Moxico, importantes instrumentos de cooperação voltados ao fortalecimento da cadeia de produção e transformação do arroz, bem como à formalização de cooperativas agrícolas familiares.

A assinatura dos documentos ocorreu durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra da Fábrica de Processamento de Arroz do Complexo Agroindustrial de Camanongue, orientada pelo Ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, e testemunhada pelo Governador Provincial do Moxico, Ernesto Muangala.
O acto contou igualmente com a presença do Director-Geral da Food Life, representantes institucionais, produtores agrícolas, cooperativas e parceiros do sector agrário.

Entre os instrumentos rubricados, destaca-se o Memorando de Entendimento entre o FADA e a Food Life, que formaliza a parceria estratégica entre as duas instituições para o financiamento, assistência técnica, fornecimento de insumos e comercialização da produção agrícola das cooperativas apoiadas.

No âmbito desta parceria, o FADA prevê financiar, numa fase piloto, cerca de 30 cooperativas produtoras de arroz da região, com créditos até 15 milhões de kwanzas por cooperativa, destinados à aquisição de sementes, fertilizantes, sistemas de irrigação e fundo de maneio.

A Food Life, enquanto empresa âncora do projecto, será responsável pela assistência técnica às cooperativas, fornecimento de insumos e aquisição da produção de arroz, garantindo matéria-prima para o funcionamento da futura unidade fabril de processamento de arroz em Camanongue.

Durante o acto, foi igualmente reforçada a implementação do Projecto de Formalização de Cooperativas Agrícolas Familiares, iniciativa operacionalizada pelo FADA em parceria com o Guiché Único da Empresa, que visa acelerar o processo de legalização das cooperativas e facilitar o acesso ao crédito, assistência técnica e políticas públicas.

Na ocasião, foi lançado o processo de formalização de cerca de 100 cooperativas agrícolas na província do Moxico, numa acção que contará com o envolvimento de várias instituições públicas ligadas ao desenvolvimento agrário, formação profissional, empreendedorismo e enquadramento fiscal.

Para o FADA, os instrumentos assinados representam um reforço das parcerias estratégicas orientadas para a inclusão económica dos pequenos produtores, promoção da agricultura familiar e fortalecimento da segurança alimentar no País.

Fonte: FADA
Governo 16-05-2026
SECTOR DA AGRICULTURA E FLORESTAS DA PROVÍNCIA DE ICOLO E BENGO ANALISADO PELO MINISTRO ISAAC DOS ANJOS

Durante dois dias, 13 e 14 de maio de 2026, o Ministro da Agricultura e Florestas Eng.º Isaac Francisco Maria dos Anjos, trabalhou na província do Icolo e Bengo, onde constatou o nível de produção agrícola e o andamento das obras de várias infraestruturas ligadas ao sector.

A jornada, começou com um encontro de cortesia entre o governador provincial Auzílio Jacob, e o Ministro Isaac dos Anjos, ambos acompanhados dos seus altos responsáveis de cada estrutura.

No encontro, Auzílio Jacob, fez uma caracterização geral do sector da agricultura, pecuária e pescas na província, sinalizou o alto nível de produção agrícola e apontou algumas preocupações ligadas a infraestruturas.

O Ministro Isaac Dos Anjos, tomou boa nota das preocupações levantadas, afirmou o apoio institucional do MINAGRIF, para a resolução de algumas preocupações manifestadas pelo governo local.

Dando resposta a uma das preocupações, o Ministro fez saber que não foi a Província de Icolo e Bengo de mãos vazias, e fez a entrega de duas viaturas, que vão servir para o apoio do departamento provincial do Instituto dos Serviços de Veterinária (ISV) de Icolo e Bengo.

Com uma agenda intensa, no primeiro dia de visita, as delegações foram constatar como estão a decorrer as obras da barragem da Quiminha velha, que já estão a cerca de 70% de execução, visitaram também os aviários West Aves e Agroko/Noble Grupo, ambas fazendas produzem, frango de corte, ovos, ração, criação de gado bovino horticultura e fruticultura.

No último dia da visita, foram também constatar o estado das Artes do Vale do Bom Jesus, a fazenda Nov Agrolíder,o aviário da fazenda Agrobal, da fazenda Mumba e as infraestruturas e campos de plantação da Quiminha Nova.

Da constatação feita constam o assoreamento das valas de irrigação, sobretudo no Vale do Bom Jesus, que dificulta o trabalho dos agricultores, escassez de adubos e fertilizantes, bem como preços altos de ração animal.

A existência de várias infraestruturas agrícolas, barragem e aviários instalados nos municípios de Cabiri, Catete e Bom Jesus.
O Ministério da Agricultura e Florestas está a melhorar, a nível do país, alguns antigos canais de irrigação que impulsionavam a economia nacional de modos a facilitar a actividade dos agricultores familiares e não só.

Em entrevista a comunicação social que acompanhou os dois dias de trabalho,
O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da GESTERRA, empresa gestora do Projecto Agrícola da Quiminha, Carlos Paím, considerou que a Quiminha está a relançar a sua capacidade produtiva que pode responder a necessidades dos avicultores, produção de hortícolas e frutas.

“Com a recuperação do sistema de bombagem as famílias voltaram a receber água pelo sistema produtivo e neste momento a Quiminha está a renascer e em breve começará a expor o seu potencial de produção de cereais, frutas e hortofrutícola”, disse.
“Os trabalhos decorrem a bom ritmo, e neste momento já estamos em produção plena na Quiminha Nova e a breve trecho a barragem de regulação da Quiminha Velha verá as suas obras concluídas para permitir que as águas do rio Zenza não transbordem e criem constrangimentos às populações circunvizinhas”, enfatizou.

O PCA afirmou que a manutenção nos sistemas de irrigação continua, assim como a reabilitação e recuperação da barragem da Quiminha velha, que tem a previsão de conclusão para 2027.

Fonte: GTICII
Governo 15-05-2026
AGRICULTURA ULTRAPASSA PETRÓLEO E LIDERA ECONOMIA ANGOLANA

O sector agropecuário duplicou o seu peso na economia, nos últimos dez anos, ao passar de 13,66% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2015, para 25,43% em 2025, valor que coloca a agricultura como o maior contribuinte para a estrutura produtiva de Angola, ultrapassando o tradicional sector petrolífero.

A afirmação é do Ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, esta terça-feira, durante a sua intervenção na mesa-redonda sobre agricultura sustentável, em Nairobi, à margem do Fórum África-França, que decorreu de 11 a 12 de Maio, em Nairobi, Quénia.

Ao partilhar os resultados da política de segurança alimentar em curso no país, afirmou que “a produção em Angola ultrapassou 30,4 milhões de toneladas, na campanha agrícola 2024/25, registando um aumento de 8,5% face ao período anterior, com destaque para o milho, trigo, mandioca, batata-doce, hortícolas, frutas e café comercial.

Estes resultados, ressaltou, serão reforçados com a entrada em funcionamento da primeira fábrica de amoníaco e ureia para produção local de fertilizantes, prevista para 2027.

Na sua intervenção, o Ministro de Estado para Coordenação Económica referiu que “a agricultura em África deve ser tratada como segurança estratégica continental,” para além de uma prioridade social.

Para José de Lima Massano, a segurança alimentar em África ultrapassou a esfera social para se afirmar como um "imperativo estratégico" de soberania económica, estabilidade e resiliência do continente.

Defendeu que para reduzir a dependência e aumentar a resiliência, é urgente acelerar investimentos em infraestruturas como irrigação, mecanização, investigação agrícola, cadeias logísticas, armazenamento, agroindústria e financiamento rural.

O Ministro de Estado para a Coordenação Económica ressaltou que a capacidade de produção existe, como demonstram os números sobre produção agrícola em Angola e que o caminho passa pela manutenção de políticas públicas consistentes e integradoras.

O governante reconheceu que, apesar dos progressos, persistem desafios, apontando a crise no Médio Oriente como um exemplo claro de como os choques geopolíticos internacionais afectam directamente os sistemas alimentares africanos, provocando aumentos nos preços dos combustíveis, fertilizantes, seguros e transporte marítimo.

Para os países que ainda são importadores líquidos de alimentos, como muitos dos que compõem o continente, esta dependência externa continua a ser um factor de fragilidade acrescida, alertou o chefe da Equipa Económica, antes de reiterar que, perante este cenário, a agenda agrícola de África deve ser encarada como segurança estratégica continental.

A Cimeira Africa Forward 2026, subordinada ao tema “Parcerias África-França para a Inovação e o Crescimento”, foi co-organizada pelo Quénia e pela França nos dias 11 e 12 de Maio de 2026, no Centro Internacional de Conferências Kenyatta (KICC) e na Universidade de Nairobi.

O evento reuniu Chefes de Estado, líderes empresariais, empreendedores e investidores.

Fonte: Coordenação Económica

minagrif.gov.ao Ministro da Agricultura e Florestas

Isaac Francisco Maria dos Anjos



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